Com uma escrita híbrida entre a prosa e a poesia, a gente vai conhecendo a história de uma mulher e suas dores. Esse é o típico livro para chorar, se emocionar e pegar na mão dessa menina, que logo vira mãe, vira mulher, vira trabalhadora e a gente vai ali com aquele texto cadenciado vivenciando a vida dela, mas também um tico da nossa.
Esse livro mexeu muito comigo, fez esse coração de pedra, que quase nunca desagua, abrir as barragens e deixar a água escorrer.
Um Nacional, ganhador de prêmio e que já fiz resenha.
Aline Bei | 168 páginas | Editora Nós | 2017
Passarinha
Um livro sensível que nos mostra como a vida é tão cheia de conteúdo subliminar, coisas escondidas nas entrelinhas e áreas cinzentas. Aqui temos uma criança como protagonista tendo que lidar com o seu luto, além dos desafios de ser portadora da sindrome de asperger, que é um estado dentro do espectro do autismo.
Junto com Caitlin vamos nos emocinando enquanto ela procura por seu "desfeixo". Fiz várias marcações e fiquei com o coração quentinho e às vezes apertado também. Me fez pensar muito sobre essas areas cinzentas da vida.
Kathryn Erskine | 224 páginas | Editora Valentina | 2013
A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata
Apesar do título um tanto longo, eu falei desse livro sempre que possível, mas não sei por que eu não fiz uma resenha.
Esse foi o super favorito de 2020. Ele foi uma surpresa, não esperava muita coisa já que conheci ele assistindo sua adaptação original do netflix. O filme é gostosinho, mas a experiência da leitura foi muito melhor. Além dele ser escrito por cartas, tem muitas citações a outros livros e autores.
Gosto muito como a história é sobre amor a leitura, mas como o amor fraternal pode formar uma grande família sem a necessidade de laços sanguíneos
Mary Ann Shaffer e Annie Barrows | 304 páginas | Rocco | 2009
Flores para Algernon
Uma ficção científica que vai contar atráves do diário de relatórios de Charlie, um homem de 32 anos com deficiência intelectual, que vai ser o primeiro a passar por uma cirurgia revolucionária para o tornar mais inteligente. Acompanhar todo o processo por qual Charlie passa e como suas percepções vão mudando, me abriu abas para grandes questionamentos sobre o que é considerado inteligência, a dinâmica do convívio social e a administração da saúde sentimental. Daqueles livros que eu gostaria que todo mundo lesse, por ser necessário para criar mais empatia e sensibilidade, mas também nos questionar quanto sociedade.
Daniel Keyes | 288 páginas | Editora Aleph | 2018
Com uma proposta diferente fui colocada de frente à uma ficção histórica sobre uma banda de rock nos anos 70. A autora famosa por 7 Maridos de Evelyn Hugo, me fisgou com seus muitos personagens dando entrevista sobre o começo, meio e o misterioso fim da banda. Quis fortemente poder ouvir as músicas, que as personagens fossem reais pois consegui visualizar cada uma e tudo me pareceu um documentário sobre músicos que fazem parte da nossa realidade. Já respondendo um possível questionamento seu: Entre Evelyn e Daisy, tenho que tender para Daisy.
Taylor Jenkins Reid | 360 páginas | Editora Paralela | 2019
Jogos Vorazes
Não estou muito no momento de séries, sagas e tudo mais, porém essa me pegou de surpresa e me fez querer ter lido há muito tempo. Uma distopia que usa a ideia de reality show para mostrar uma das formas de controle desse governo sobre a população de Panem, país fictício.
Além da ideia da rebelião e união, que é algo que me agrada e muito, eu me identifiquei com a Katniss, com seu amor pela irmã, pela força de sustentar a família. E me proporcionou momentos arrepiantes e de encher os olhos.
Suzanne Collins | 400 páginas | Rocco | 2010
Um projeto para diversificar minha leitura e um livro que já está nessa lista, me trouxe para esse livro maravilhoso. Nessa autobiografia fictícia, temos a história de uma menina orfã que enfrenta o mundo e a vida e a seguimos até sua vida adulta. Escrito em 1847 por uma mulher, temos ideias de certa formas feminista para época, uma protagonista almeja liberdade e que também é curiosa sobre o mundo. Vi alguns reflexos de mim em Jane mesmo com muitos anos nos separando. Favoritei mesmo não aprovando o final, mas sabendo que é um final coerente.
Charlotte Brönte | 574 páginas | L&PM | 2017
Escrevendo e analisando os meus favoritos, consigo perceber certos padrões e entender mais sobre os meus gostos literários. Quais sua conclusão sobre seus favoritos de 2020?
Percebi que eu gosto de histórias que me emocione, que toque em assuntos que me faça refletir sobre a sociedade e mim mesma, que tenham uma estrutura narrativa diferente, pois a maioria tem algum diferencial na hora de contar a história, e que eu uso essas histórias como espelho para eu poder me ver melhor.
- De 7 livros, apenas 1 foi escrito por homem.
- De 7 protagonistas, 6 são mulheres.
- Média de páginas entre os favoritos é de 331 páginas.
- 1 livro é nacional, 6 são traduzidos do Inglês.
Caso você se interessou por algum desses livros, você pode clicar na imagem da capa do que preferir e vai ser direcionade para o site da Amazon. Comprando dessa forma ou pelo link abaixo você apoia esse canto literário da internet sem gastar nada a mais por isso.
https://amzn.to/3u1ozzT







